sexta-feira, 7 de setembro de 2007




Poderia seguir sem você...acho que você já segue sem mim...nossos caminhos cruzaram por um acaso, estradas que jamais deveriam ter se encontrado, como dois trens em um mesmo trilho em sentidos contrários, só poderia resultar em um grande acidente...agora você habita meus pensamentos, meus desejos mais secretos, talvez você pense em mim...você me disse que sim...por que deveria acabar assim?Pertencemos a outras pessoas, talvez um dia possamos viver esse amor, talvez jamais nos tocaremos como nos tocamos um dia, fica em mim a saudade de momentos que sei que não serão para sempre.

Um última letra me atormenta, sinto culpa por não sentir culpa, e duas letras agora fazem dupla o meio e o fim de um alfabeto onde você vem antes de mim e dois seres atrás de nós...ouço uma canção, ela fala de razão, onde está a minha quando penso em ti?Seria que não deveria ser, vejo você numa igreja flores no caminho, uma noiva feliz demonstra carinho...eu em um banco assisto aquilo uma farsa esboça meu sorriso, e o banco se transforma em dos réus meu castigo um amor perdido.

Em passos apressados deixo a chuva cair, sobrinha fechada nem cogito em abrir, deixo a chuva molhar meu rosto e levar minhas lágrimas...tudo um dia tem seu fim...

Me sinto...


Hoje sinto-me sozinha...confusa....perdida...como um pescador a deriva em alto mar, nada o deixa seguro, nem um farol ao longe lhe dar um sinal...eu?Vou tentar encontrar um porto onde eu possa ancorar meu ser e ter com isso a mínima estabilidade....tentarei ser feliz.

Sinto que faço tudo errado, amo erradamente, afasto de mim a pessoa que mais amo, eu mesma, me torno uma outra pessoa, uma grande mentira...não gosto dela.

Sinto-me triste, esperava um "olá!" encontrei um "que é?" acho às vezes que sou triste por opção, devo anular ações, excluir números, apenas manter as lembranças e seu nome na parede...dvds, cds e seu cheiro ainda em mim...amores transformam em canções, versos perdidos em folhas de cadernos velhos, os olhos fecham e posso imaginar você...amores transformam em amizades, conhecidos que se distanciam cada vez mais...mas, nunca somem para sempre.




terça-feira, 4 de setembro de 2007

Tempo


Hj...acordei pensando em ti...fecho os olhos consigo sentir seu cheiro...e surge uma vontade louca de saber de vc, de está c/vc...de nunca mais perdê-lo de vista...mas, o tempo corre como um relógio de uma bomba preste a destruir tudo...e tenho medo da pressa dos ponteiros...eles te afastam de mim.

Caatinga Trekkers

Trilhando pelo mundo conhecemos lugares, sensações, pessoas...pessoas que entram na sua vida sutilmente e a dúvida que temos é onde estavámos que não nos encontramos antes?
João, Roberto e de amarelo Paulinho...grandes guias c/os quais trilhei pela 1º o Vale do Paty...de verde Carlinhos um gd amigo q veio p/ficar.

Lugares Proibidos


Eu gosto do claro quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo o que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que te leve para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby, com você já, já
Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão

Versos e beijos e o seu nome no cartão
Me leve café na cama amanhã
Eu finjo que eu não esperava
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem datas
Chega mais cedo amor
Eu finjo que eu não esperava
Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós

E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby com você chegando já

Lugares Proibidos

Composição: Helena Elis

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Quase
Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata, trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Luís Fernando Veríssimo